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A maioria dos discos rígidos
encontrados
no mercado hoje utiliza um tipo de tecnologia
de gravação chamada longitudinal, onde os bits
são gravados na superfície magnética lado a lado.
Este tipo de tecnologia de gravação vem sendo utilizado
desde o lançamento
dos primeiros discos rígidos. No entanto, um novo tipo de
tecnologia de gravação,
chamada perpendicular, vem sendo utilizada pelos discos
rígidos mais novos e que permite
uma maior densidade de gravação de dados do que a tecnologia
longitudinal.
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Os dados são lidos
e gravados nos discos magnéticos graças ao fenômeno
físico do eletromagnetismo. Uma corrente elétrica que
passa por um condutor gera um campo magnético. O
contrário também ocorre, ou seja, um campo magnético
forte pode induzir a formação de uma corrente elétrica.
No processo de escrita, uma corrente elétrica positiva
ou negativa
é aplicada na bobina o que faz com que um campo
magnético seja criado
na cabeça de leitura/gravação. Este campo magnetiza a
superfície bem abaixo da cabeça, alinhando as partículas
magnéticas para a esquerda
ou para a direita, dependendo da polaridade da corrente
elétrica.
Um bit de dado armazenado nada mais é do que uma
seqüência
de partículas magnetizadas.
LONGITUDINAL x PERPENDICULAR |
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Na tecnologia de gravação longitudinal,
utilizada em praticamente todos os discos rígidos disponíveis
hoje, as partículas magnéticas são alinhadas lado a lado
(horizontalmente) na superfície do disco. Durante muitos anos, a
forma usada pelos engenheiros para aumentar o espaço de
armazenamento dos discos rígidos foi diminuir o tamanho das suas
partículas magnéticas.
Quanto menor as partículas, mais dados podem ser armazenados no
disco rígido. O problema é que ao diminuir o tamanho das
partículas elas ficam mais suscetíveis a um fenômeno chamado
superparamagnetismo que compromete a integridade dos dados
armazenados.
Este fenômeno ocorre quando as partículas se tornam tão pequenas
que variações na temperatura
do disco pode fazer com que os campos magnéticos das partículas
sejam invertidos, o que resultaria
em dados corrompidos e inconsistentes.
O fenômeno do superparamagnetismo é um dos grandes responsáveis
por evitar o aumento
da capacidade dos discos rígidos com tecnologia de gravação
longitudinal.
Já na tecnologia de gravação perpendicular, as
partículas magnéticas estão alinhadas verticalmente
(perpendicularmente) na superfície do disco. Com a tecnologia de
gravação perpendicular, mais dados podem ser armazenados no
disco e menores são os problemas com o fenômeno
do superparamagnetismo. Abaixo um esquema comparativo: |
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Com a tecnologia de gravação perpendicular
veremos a capacidade de armazenamento dos discos
aumentarem rapidamente e dentro de pouco tempo teremos discos
com capacidade de um terabyte.
A Seagate lançou recentemente sua nova linha de discos rígidos
Barracuda 7200.10 baseada na
tecnologia de gravação perpendicular com capacidade de até 1.5 TB!
Os dispositivos portáteis também se beneficiarão desta
tecnologia, já que mais bits podem ser
armazenados em um espaço físico menor. Vamos aguardar para ver
como é o desempenho dos
discos rígidos com tecnologia de gravação perpendicular em
comparação aos discos com tecnologia
de gravação longitudinal!
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| Fonte:
http://www.clubedohardware.com.br |
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